Posts Tagged ‘Turismo religiosos’

Centro Histórico de Santarém – um fantasma

Abril 20, 2020

Santarém - Praça Sá da Bandeira em 30.05.2017

Centro Histórico de Santarém

Foto tirada em 30 de Maio de 2017 na Praça Sá da Bandeira em Santarém onde se demonstra que não é necessário o vírus chinês para despovoar as ruas do Centro Histórico da capital do Ribatejo.

O impedimento do trânsito automóvel, a deslocalização de diversos serviços para outros pontos da cidade, o encerramento da Escola Prática de Cavalaria, etc., teve como resultado um Centro Histórico fantasma e a consequente falência do comércio local.

O problema não é só de Santarém e noutros Centros Históricos de antigas cidades isso também acontece.

Em Santarém são vários os motivos, mas aquela ideia de não deixarem passar os automóveis e dificultarem o estacionamento pode realmente melhorar a qualidade do ar, mas retira as pessoas e como não há gente nas ruas essa qualidade só é notada pelos pombos – que são uma infestação – e que em bandos voam no local.

Como é habitual, o excesso de ecologismo afasta as pessoas.

O movimento e as actividades do Centro de Santarém foram diminuindo de ano para ano e nada de semelhante com os anos sessenta e inicio dos anos setenta do século passado.

O Centro Histórico de Santarém foi de mais a menos e é necessário que o Município isente de impostos  nesse local para tentar reanimar o comércio.

O parque de estacionamento junto ao seminário deveria estar aberto durante as 24 horas e ser isento do pagamento das 17 horas às 9 da manhã para permitir algum movimento de final de tarde, acesso facilitado aos restaurantes na hora do jantar e promoção do comércio e actividades nocturnas.

O turismo religioso – completamente desaproveitado – deveria ser implementado em rotas que complementassem as visitas aos locais de culto Santarém / Tomar / Fátima.

Além da catedral e o museu, certamente as igrejas da Graça, do Santíssimo Milagre, de Marvila e Nossa Senhora da Piedade, etc. seriam motivos de visitas em Santarém.

As esplanadas dos cafés e pastelarias deveriam estar isentas de qualquer imposto, porque tal como esses espaços estão, desertos, a Câmara Municipal também não retira nada.

Manuel Peralta Godinho e Cunha