Archive for the ‘Uncategorized’ Category

As Finanças de Portugal

Julho 6, 2020

bandeira-nacional-de-portugal

 

Na Primeira República Portuguesa (1910-1926) houve tempos muito complicados, com as confrontações políticas entre o Partido Republicano (de esquerda e chefiado por Afonso Costa); o Partido Evolucionista (de centro, comandado por António José de Almeida); a União Republicana (de direita, chefiada por Brito Camacho) e os movimentos monárquicos.

Os governos sucediam-se, a desordem nas ruas era frequente e o país ressentia-se também do reflexo das diversas crises financeiras do tempo da Monarquia Constitucional, com bancarrota em 1892, que culminou em 1902 com um acordo de reestruturação com os credores externos e com a dívida amortizável a 99 anos.

Já no período republicano, em 1914, e estando o governo presidido por Afonso Costa, que era um radical de esquerda com ideias jacobinas e anticlericais, pela primeira vez em décadas, foi apresentado um Orçamento Geral de Estado, muito equilibrado, que resultou superavitário, com um saldo positivo de 3,5 milhões de escudos. Tal nunca tinha acontecido na Monarquia Constitucional que começou por herdar todas as dívidas da guerra civil provocada pelo ex-Imperador do Brasil que veio a Portugal atacar o seu irmão o Rei Dom Miguel para colocar uma infanta brasileira como rainha de Portugal.

Só muito mais tarde, no Estado Novo e sob a orientação do Professor Oliveira Salazar é que começa a haver um saneamento financeiro e o défice orçamental a ficar controlado. Desde 1933 até ao golpe de Estado do 25 de Abril de 1974 registaram-se vários anos de défice zero ou excedente. Tal nunca mais aconteceu em Portugal.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Angústia pelos seus avoengos

Junho 28, 2020

Padrão dos deecobrimentos

A História dos povos está cheia de guerras e conflitos e os vencedores são apelidados de heróis.

Nas guerras há sempre ocupações, roubos e violações. Basta ter conhecimento do que aconteceu a Espanha e Portugal aquando das Invasões Francesas e ainda hoje estão nos museus de França o que foi roubado noutros países sob o comando de Napoleão Bonaparte.

No período e após os descobrimentos, Portugal foi deixando nesses territórios pessoas para o povoamento e há inúmeros descendentes que continuaram com a sua cultura, crenças religiosas e idioma.

Porém, tanto na América como em África a escravatura foi uma realidade, não só praticada pelos portugueses mas também por povos que tiveram capacidade para sulcar os mares, como a Espanha, Holanda, Inglaterra, Bélgica e outros mais. Foram períodos de grande brutalidade sobre os povos negros. É porém um erro analisar esses períodos históricos à luz dos parâmetros actuais. Como é um erro admitir que foram os brancos a fazer incursões nos territórios de África para captura de escravos, quando eram os próprios chefes nativos que vendiam, aos mercadores traficantes, negros de outra etnias que tinham sido derrotados em lutas tribais.

O racismo tão falado hoje, tem certamente a ver com os resquícios da escravatura mas não só, porque o “racismo reverso” – das minorias historicamente oprimidas contra os grupos étnicos dominantes – tem-se feito sentir num vandalismo brutal e parcialmente permitido pelas autoridades e governos que parecem comprometidos com um passado histórico.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Évora escurecida

Junho 25, 2020

 

Évora na escuridão 20.06.2020

Esta é uma foto de hoje à noite – 25 de Junho de 2020 – no Centro Histórico de Évora, uma cidade considerada Património Mundial Unesco há mais de 30 anos, que está escurecida e sem luz em diversos locais.

Nem o presidente, nem os diversos vereadores, nem os fiscais, nem os cuidadores da Câmara, que custam aos contribuintes milhares de milhares de euros, ainda não deram por isso e as ruas da cidade têm este aspecto escuro de noite e sujo de dia.

Claro que presidente e vereadores são escolhidos pelos Partidos Políticos e não pelos eleitores e há povoações que não têm sorte nessas escolhas, como é o caso da capital do Alentejo.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

TAP sem asas

Junho 25, 2020

TAP em terra

Ouvi nas notícias, mas certamente não ouvi tudo, que o Porto e através da sua Associação Comercial, conseguiu interpor uma providência cautelar contra a injecção de 1,2 milhões de euros do Estado na TAP. Valor absolutamente necessário para não deixar falir esta empresa de aviação.

Não entendo como uma parte do país pode actuar para prejudicar uma empresa desta dimensão e em grandes dificuldades, com os aviões em terra, tal como as suas concorrentes mundiais e devido à epidemia do vírus chinês.

E isto sem haver a tal Regionalização que alguns políticos desejam. O que seria se lá sentado estivesse um governador do Norte – assegurando um confortável lugar partidário – e a dizer mais umas coisas? E depois um outro do Sul, a dizer umas outras…

Por vezes dou comigo a pensar que no tempo do Estado Novo não se verificava tanto atropelo, tanta barafunda, tanta cotovelada.

Portugal só melhora com mais elevação de Estado…e estadistas, nestas últimas décadas, tem havido bem poucos neste país à beira mar plantado.

A população já está farta de tanta partidarite, de tanto discurso, de tanta visibilidade televisiva.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

 

Eça de Queiroz

Junho 23, 2020

Confissionáeio

Interessante chamar a atenção do facto de alguém que tentou desprestigiar a enorme obra de Eça de Queiroz. Um cronista brasileiro em 1878 publicou uns artigos no jornal “O Cruzeiro” admitindo que Eça de Queiroz plagiou Émile Zola, o consagrado autor francês. Dizia o brasileiro que há plágio não propriamente na cópia da escrita, mas nas situações das personagens, tendências, estilo, desenlace, nomeadamente no romance “O Crime do Padre Amaro”. Não faço ideia e confesso, tristemente, que nunca li nada de Zola.

Eu gostei do livro “O Crime do Padre Amaro” e principalmente da crítica a determinados aspectos do clero da época, da beatice provinciana, da hipocrisia de determinada sociedade burguesa, das descrições em pormenor do adultério feminino, etc.

Mas quando Eça de Queirós soube que no Brasil o acusavam de plágio, no prefácio da terceira edição do “Crime do Padre Amaro” afirmou e demonstrou que o seu livro foi editado muito antes do de Émile Zola.

Então quem plagiou?

Grande Eça!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Eça - caricatura     Eça de Queiroz

 

Triste memória

Junho 17, 2020

 

Icêndio medonho em Junho de 2017

Faz hoje exactamente 3 anos – em 17 de Junho de 2017 – que deflagrou um medonho incêndio na zona de Pedrogão Grande e que se estendeu aos concelhos vizinhos, numa área superior a 26.000 hectares.

Numa calamidade assim, o governo da República deveria ter-se demitido porque não esteve à altura das circunstâncias e prolongou essa falta de operacionalidade de tal forma que, uns meses depois – em Outubro – outro incêndio horrível destruiu mais uma enorme área florestal.

Se no primeiro incêndio houve a lamentar 66 mortes e muitos feridos mas na realidade as condições atmosféricas foram extremamente adversas, no segundo e não obstante as condições extremas, apontou-se a falta de meios aéreos – que tinham sido desactivados – o que permitiu a avanço galopante dos fogos que provocaram a destruição de cerca de 86% da Mata Nacional de Leiria.

Nos dois casos não deve ter sido alheio a presença de incendiários nas florestas e que favorece o “negócio do fogo” que promove a venda dos mais diversos equipamentos importados para combate aos incêndios e que em Portugal envolve muita gente na prevenção, combate e rescaldo com custos de muitos milhões de euros.

Duas tragédias horrendas e com as responsabilidades disfarçadas.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Semana de um dia nos CTT

Junho 16, 2020

Banco CTT

Claro que houve feriados nos dia 10 e 11 de Junho de 2020 (quarta e quinta-feira) e, curiosamente, os CTT resolveram parar também na sexta-feira, dia 12, que foi um dia útil de trabalho, menos para aquela prestigiosa e voluntariosa empresa que encerrou naquele dia.

Portanto esta organização privada em vez de fazer a distribuição postal, nessa semana só trabalhou no dia 8, porque a digníssima administração resolveu encerrar também no dia 9 (terça-feira) em Santarém.

A contestada privatização foi feita durante o governo de Passos Coelho em 2013, que até permitiu a abertura de um serviço bancário nas respectivas agências, fazendo concorrência desleal á banca. Quer dizer, de um dia para o outro, abriram novas posições bancárias em todas as cidades e vilas do país, com excepção dos locais onde encerraram os Postos de Correio contra a vontade popular.

Tudo estaria bem se o serviço postal funcionasse com a regularidade que se verificava antes da privatização concebida pelo PSD e CDS. Tal não é possível com muito menos pessoal e as cartas e encomendas só têm alguma aceleração com o aumento do custo do selo para Correio Azul ou Correio Verde. Correio normal não interessa à organização e o utente é penalizado. Digo utente, apesar de numa empresa privada o termo correcto deveria ser “cliente”, mas cliente é que ninguém se sente, por ser tão mal servido.

Conheço quem tenha votado nesses Partidos Políticos e esteja descontente por ter sido retirado ao Estado um serviço que foi criado para servir a população a nível nacional e não só onde se pode retirar lucro.

Pelo menos um desses descontentes vai votar num outro Partido.

 

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Soltaram a estupidez?

Junho 15, 2020

Estátua de Colombo vandalizada

As atitudes modernas nas principais democracias, de tolerâncias sem limites, só favorecem os radicais, animalizados pelos extremismos.

Ao longo dos tempos da História muitas dessas atitudes (des)humanas tiveram que ser proibidas pelos governantes e também por castigos dos céus que as igrejas aconselhavam e reprimiam com um temor e respeito a Deus.

Infelizmente as populações completamente à solta têm a tendência de se portarem mal, muito mal, e quando os desmandos são tais têm que ser travados por pulso forte.

Parece que grande parte das gerações, que nas últimas décadas cresceram nas liberdades dos países democráticos do ocidente, está a resvalar para uma anarquia que pode conduzir a ditaduras.

Os exageros são tais que, não poucos, resolvem aos gritos partir e vandalizar estátuas, memoriais e monumentos para, no seu entender, castigar um passado histórico.

Se existem obras de arte que para alguns recordam passados tenebrosos, essas recordações deveriam servir, então, para lembrar as injustiças que não se deverão repetir, como foi o caso da escravatura, da inquisição, dos campos de concentração, dos fuzilamentos, da guilhotina.

Não é destruindo e vandalizando a arte, os livros, os filmes, que agora uns corrigem ou melhoram as vidas passadas dos avós dos seus avós.

Ou será que é a democracia a culpada de soltar a estupidez?

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Churchill.

 

Santarém – património oficialmente degradado

Junho 13, 2020

Antigo Presídio em 13.06.2020

O antigo Presídio de Santarém, que foi entregue à Câmara Municipal, está sem manutenção e – pelo menos visto do exterior – com péssimo aspecto, com a cúpula a necessitar de urgente reparação.

A antiga Escola Prática de Cavalaria – com 28 hectares e que era um exemplo de asseio, quando quartel – está também desprezada.

Aparentemente, com a tutela da Câmara de Santarém, estas instalações não beneficiaram em nada.

Quem terá tido estas ideias? Quem são os responsáveis?

O que passa pelas cabeças dos governantes da República ao fazerem estes imperfeitos “negócios”? Quem beneficiou? Porque se deixa estragar e se modifica o que está bem?

Os anos vão passando e a degradação cada vez maior.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Escola Prática de Cavalaria

 

Estupidificante contestação

Junho 5, 2020

Estópido anti-taurino colhido em França-2027

Quem contesta a corrida de toiros não tem sensibilidade para a apreciar, nem cultura para a entender.

E esta foto – que regista o momento, de um animalista anti-taurino que em Carcassone (França), em 2017, saltou à arena durante uma novilhada da ganadaria de Miura e que foi salvo da morte por um bandarilheiro – é demonstrativa da completa falta de entendimento de quem nem sequer faz ideia do que está a contestar.

Manuel Peralta Godinho e Cunha