Archive for Dezembro, 2018

Restauração da Monarquia em Espanha

Dezembro 22, 2018

Bandeira de Espanha

Se a Monarquia em Portugal terminou em 1910 depois de um golpe de militares republicanos entrincheirados na Rotunda e alguma troca de tiros em Lisboa durante o fugaz reinado de Dom Manuel II mas em consequência do assassinato do Rei Dom Carlos e do Príncipe-Real Dom Luís Filipe em 1908. Em Espanha a queda da Monarquia foi diferente e sem revolução, porque Dom Afonso XIII assustado com os resultados das eleições municipais de 12 de Abril de 1931 resolveu uma retirada para França quatro dias depois. Na realidade não tinha havido propriamente um referendo Monarquia / República, as eleições tinham sido municipais com grande vantagem dos republicanos e o Rei, sem abdicar do trono, exilou-se voluntariamente em Paris e mais tarde em Roma.

Como se disse “A Espanha adormecera monárquica e acordara republicana”. Assim, em 14 de Abril de 1931 é hasteada a bandeira tricolor da Segunda República Espanhola que terminou em 1939 após a vitória das forças nacionalistas comandadas por Francisco Franco depois de uma violenta guerra civil. Muitos anos mais tarde o generalíssimo indica Dom Juan Carlos – neto de Dom Afonso XIII – como futuro Chefe de Estado, que em Novembro de 1975 foi proclamado “Rei de todos os espanhóis” e numa democracia parlamentar.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Provérbios portugueses

Dezembro 17, 2018

Provérbios portugueses

 “Ora, a um deputado não é exigível muita coisa – nem inteligência, nem cultura, nem bom senso. Basta que reúna um conjunto de votos no círculo eleitoral certo para se ver promovido a ilustre deputado da Assembleia da República.”

Ludgero Mendes

in “Adeus Provérbios! O Homem passou-se…

Jornal Correio do Ribatejo – 14.12.2018

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Há uma organização dos Estados Unidos da América denominada PETA que se dedica a defender o bem-estar e os direitos dos animais e que tem denunciado casos gravíssimos de mau trato e crueldade dos animais em diversas partes do mundo, o que por si só é meritório, mas por outro lado pretende passar a ideia de que os animais não devem ser usados para a alimentação dos humanos; não serem utilizados em experiências e testes laboratoriais de pesquisas de medicamentos; não devem ser utilizados em espectáculos de entretimento, etc.

As pessoas que trabalham nesta organização não consomem carne nem leite e não usam qualquer roupa ou utensílio proveniente de animais, portanto só sacrificam vegetais para a sua alimentação e vestuário. É portanto uma organização com apoiantes, que têm rendimentos suficientes que lhes possibilita uma alimentação sem necessidade de comer carne, peixe ou ovos e beber leite, de gente com elevados proventos que lhes permite uma dieta abundante à base de frutas e variados vegetais. Não comem nada disto e recomendam que os outros também não comam, indiferentes aos povos que passam fome no mundo.

Por cá esta organização tem também apoiantes em número suficiente para na Assembleia da República ter um deputado de um Partido que defende os animais – o PAN – que sozinho consegue ter o apoio do Partido Socialista e de mais alguns deputados de outros quadrantes políticos de esquerda que com ele têm votado leis que são referenciadas como protectoras dos animais seguindo um determinado juízo animalista.

Mas a obsessão é tanta e tão radical que o senhor dos animais pretende agora também alargar as propostas para que a República proíba os provérbios populares que fazem alguma referência à bicharada e que esses sejam abolidos ou modificados.

Ao que chegou a presunção…

É nesse sentido que se recomenda uma atenta leitura do excelente artigo que Ludgero Mendes publicou no “Correio do Ribatejo”.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Jogo do Monopólio

Dezembro 10, 2018

Jogo do Monopólio

Foi a partir de 2011 que os chineses compraram mais empresas em Portugal. Aproveitaram a crise e bem.

Não se poderá dizer que foi investimento da China em Portugal, mas sim o aproveitamento de um país disposto a vender tudo e para os “negócios da China” se realizarem convenientemente com os responsáveis pelos governos de Portugal, sorridentes, lá se foram assinando as ordens de venda de tal forma que cerca de 5 % do PIB (Produto Interno Bruto) é chinês e com grande influência na Banca, Imobiliário, Saúde, Seguros, etc.

Portugal vende, vende e a China compra. O Estado Chinês comprou e manda em Portugal, porque as grandes empresas pertencem à República Popular da China. Quem paga…manda!

Para a China passou Portugal diversos negócios estratégicos, como as redes energéticas, as telecomunicações e a aviação (45% da TAP). Portugal é o único país europeu que proporcionou à China o controlo da distribuição e transporte de energia eléctrica.

A Siniopec – petrolífera estatal chinesa – vai dando uns passos no sentido de ter participação na Galp, o que seria interessante para futuros negócios em África através da Sonangol.

O presidente chinês, como se estivesse com fichas a mais no jogo do monopólio, vai dando ordens:

— Compro a EDP e a REN, compro a Altice, compro parte da Galp, paguei um ramo de flores para o túmulo de Camões e se continuarmos assim posso comprar uma parte ou a totalidade do porto da Vitória nos Açores e instalar-me na base das Lajes, é tudo uma questão de preço. Vendo todo o tipo de bugigangas nas lojas de chinês que temos espalhadas pelo vosso país. Também compro o porto de Sines se vocês quiserem aproveitar a oportunidade de vender…Se quiserem, também compro os antigos terrenos da Lisnave…também compro o que tiverem de níquel, cobalto e zinco. Também estou interessado em comprar mais umas propriedadesitas no Douro, em Setúbal e no Ribatejo e admito uma espreitadela no Alqueva. Tenho fichas para isso tudo aqui no jogo do Monopólio. Aproveitem para vender que eu compro. Se o governo português continuar a apoiar os objectivos da China na Rota da Seda e como o vosso clima é bom, ainda me aplico em mais um ou dois jogos do Monopólio. Fica a promessa. Os portugueses tratam-nos muito bem.

Compramos tudo!

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Serviço Militar

Dezembro 5, 2018

Militares

O Serviço Militar Obrigatório em Portugal foi instituído em 24 de Dezembro de 1901 durante o reinado de Dom Carlos e foi extinto em 19 de Novembro de 2004 durante a presidência de Jorge Sampaio.

O conceito do Serviço Militar Obrigatório está ligado ao dever do cidadão, ao homem que na idade dos 20 anos deve retribuir o que até então recebeu do Estado e também um contributo do jovem à sociedade.

Tem também um conceito obrigatório da defesa da Nação, portanto uma noção nacionalista, que atemoriza alguns. Não sendo obrigatório, o conceito é de voluntários contratados, mercenário, que atemoriza outros.

Há quem defenda a ideia que o Serviço Militar Obrigatório poderia ser “uma escola de protecção civil, de apoio a autarquias, de ajudar no ordenamento florestal” e onde todos os jovens seriam chamados às fileiras, não obstante poderem ficar livres desse Serviço por sorteio, por serem necessários em menor número.

Na verdade se houver necessidade de mobilização imediata de alguns milhares de homens, seria importante a possibilidade de chamar às fileiras um número razoável de jovens que tivessem feito a recruta e uma especialidade, embora o tempo de serviço militar de rotina não ser mais do que isso. Cerca de 6 meses de tropa.

Hoje a elevada tecnologia dos armamentos e equipamentos militares exige especialistas, portanto profissionais, mas esses seriam os que tendo sido apurados e após a recruta quisessem fazer o respectivo contrato.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Desculpe lá Xi Jinping!

Dezembro 4, 2018

Amizade portugal-china

Chegou a Portugal para uma visita de Estado o presidente da China Senhor Xi Jinping o representante oficial de uma enorme potencia que durante os anos da crise portuguesa comprou quase tudo o que o governo de então quis vender. Alguns milhares de milhões de euros na venda de empresas portuguesas à China e a consequente influência amarela na nossa economia.

Com mais ou menos crise os mandantes deste país foram pedindo investimento chinês, mas o que se tem verificado é a venda de empresas de interesse estratégico.

Com a chegada imperial do Senhor Xi Jinping hoje a Lisboa, o hotel Ritz ficou por sua conta e sem autorização de lá entrar qualquer cliente mais ou menos habitual; a circulação dos carros foi proibida na zona; os carros dos residentes foram retirados; as pessoas não podem passar nas imediações do hotel e, pasme-se, os residentes da zona passam com uma identificação especial e sempre com diversas restrições e todos serão revistados se andarem nas áreas circunscritas aos chineses da comitiva.

Nem cão de residente pode andar a fazer xixi no Parque Eduardo VII. Nada!.

Os lisboetas só têm que pedir desculpa ao Senhor Xi por residirem naquele local.

Desculpe lá o mau jeito Senhor Xi Jinping, na realidade a gente não tem que andar por aí, sem mais nem menos…A gente promete estar em casa enquanto o Senhor estiver por cá..

Manuel Peralta Godinho e Cunha