Archive for Janeiro, 2018

Pepe Alameda

Janeiro 29, 2018

Pepe Alameda

PEPE ALAMEDA – Carlos Fernández y López-Valdemoro (1912-1990)

Há frases que ficam para sempre, imortais, que ultrapassam a vida de quem as proferiu.

Aqui está uma de um cronista taurino espanhol que se notabilizou no México com apontamentos sublimes quando transmitia para a televisão as corridas de toiros da Praça Monumental do México. Foi também escritor e poeta, mas a sua consagração foi como cronista taurino e os seus textos publicados em livros, jornais e revistas são de leitura obrigatória para quem quiser estudar a tauromaquia do país azteca.

Nos anos 60 do século passado era comum e aceite pelos aficionados do México que era tão importante escutar Pepe Alameda como ver a corrida pela televisão.

 

Uma frase célebre de Pepe Alameda:

 

“Un paso adelante y puede morir el torero. Un paso atrás y puede morir el arte.”

 

Curro

Astor Piazzolla

Janeiro 27, 2018

Piazzolla

Astor Piazzolla (1921-1992)

Compositor argentino e filho de italianos, um dos compositores de tango mais importante do século XX, muito criticado pelos mais clássicos e aplaudido por outros que apreciam a influencia do jazz na sua música.

Há quem diga que ou se odeia ou se gosta de Piazzolla.

Gosto. Gostei logo que o ouvi pela primeira vez. Gosto de ouvir a sua música quando estou a ler ou a escrever.

Aqui está o “Oblivion” que obviamente estou a ouvir e que os convido a fazer o mesmo.

 

 https://www.youtube.com/watch?v=0adwx5hDcVs

 

Monarquia de Espanha

Janeiro 26, 2018

Antigos reinos de Ibéria

O território que hoje se chama Espanha foi durante muitos anos constituído por reinos independentes de Castela, nomeadamente a Coroa de Aragão, o Reino de Navarra e o Emirato de Granada que os Reis Católicos conseguiram juntar em 1512 passando desde então a ser considerado por Monarquia de Espanha.

Já Portugal tinha 369 anos, estava na Segunda Dinastia e reinava Dom Manuel I – o Venturoso – quando se formou a Espanha.

Mais tarde também Portugal – continental e ultramarino – seria território espanhol não por ter sido conquistado mas por ter tido a desdita de ter tido Dom Sebastião como rei que sem descendência deixou terminar a Dinastia de Avis ao envolver-se numa guerra desnecessária e tendo como consequência uma enorme derrota em 1578 contra os muçulmanos em Álcacer Quibir, desencadeando uma crise dinástica que a espanhola Casa de Áustria aproveitou herdando a coroa portuguesa.

Mas ao longo da História alguns dos povos da Península Ibérica manifestaram-se contra e centralismo de Castela expressando o direito de independência, só conseguido por Portugal em 1640.

Se em termos geográficos a Península Ibérica tem todas as características para ser um só e grande país, tal não foi possível por Portugal não o ter consentido.

Hoje a Espanha é um país com várias nações onde o castelhano domina como idioma e tendo uma Monarquia, restaurada pelo generalíssimo Francisco Franco, que parece ser o suporte da união desses povos.

 

 

A culpa é de quem?

Janeiro 12, 2018

Ora toma!

Que culpa tem o povo português dos desmandos e roubos no Banco Português de Negócios, no Banco Privado Português e nos outros bancos falidos e semi-falidos, da falta de controlo do Banco de Portugal e a injecção de milhões de euros do Estado para se evitarem falências motivadas por conduta fraudulenta, persistente e deliberada dos respectivos gestores?

Que culpa tem o povo português dos elevados custos nas mordomias de governantes e ex-governantes com gabinetes de luxo, adjuntos, assessores, auxiliadores e explicadores da governação?

Que culpa tem o povo português do Parlamento ter 230 deputados quando menos de 100 seriam mais do que suficientes?

Que culpa tem o povo português dos diversos governos da República terem autorizado, fomentado e financiado tantas Fundações e Institutos Públicos com muitos funcionários oriundos dos Partidos Políticos que têm alternado na governação?

Que culpa tem o povo português das dezenas e dezenas de empresas municipais que só servem para acolher políticos desempregados?

Que culpa tem o povo português dos financiamentos do Estado aos Partidos Políticos que esbanjam dinheiro sem qualquer utilidade para a nação?

Que culpa tem o povo português por circularem tantos carros do Estado em digressões particulares de governantes, presidentes das câmaras, etc.

Que culpa têm os portugueses do enriquecimento ilícito de tanto político?

Que culpa têm os portugueses de alguns ex-governantes ocuparem lugares de gestores em empresas que beneficiam de fundos e adjudicações decididas pelos mesmos?

Que culpa têm os portugueses dos governantes acumularem dívida pública nas últimas quatro dezenas de anos?

Que culta têm os portugueses de terem os combustíveis e a electricidade com taxas das mais elevadas da Europa?

Que culpa têm os portugueses do Serviço Nacional de Saúde estar a degradar-se?

O povo não paga impostos e muitos?

Os diversos governos da República não têm tido a legitimidade do voto do povo? Ou só de parte do povo porque metade não quis votar?

Sendo assim…os portugueses têm sido os culpados!

 

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

 

Sobre a Monarquia

Janeiro 11, 2018

Brasão real de Portugal         “Os reis, ao contrário de outros quaisquer titulares de cargos públicos, recebem desde o seu nascimento uma formação específica, que os prepara e habilita particularmente para o serviço da nação. O monarca não é uma pessoa guindada ao topo da hierarquia social por nenhum interesse particular, nem uma pessoa que chega à mais alta magistratura política em virtude do resultado de uma qualquer consulta popular, que nem sempre escolhe os melhores para as mais delicadas funções, mas alguém preparado desde o nascimento para a superior representação do Estado, segundo a lógica do desinteresse pessoal e do bem comum.”

“Na medida em que o monarca, nos regimes constitucionais, reina sem governar, é um elemento de coesão e de unidade nacional, ao contrário dos líderes partidários que assumem a chefia do Estado e que, em geral, são sempre um factor de discordância política e de desagregação nacional.”

 

Parte da Homilia proferida em 1 de Fevereiro de 2012 pelo Revº. Padre Gonçalo Nuno Ary Portocarrero de Almada, na Missa de Sufrágio pelas Almas do Rei Dom Carlos I e do Príncipe-Real Dom Luís Filipe, na Igreja de São Vicente de Fora, junto ao Panteão Real.

Padre Gonçalo Portocarrero de Almada

Tertúlia Tauromáquica Eborense

Janeiro 11, 2018

Jantar da Tertúlia Tauromáquica Eborense

Pousada dos Loios – Évora

8 de Janeiro de 2018

 

Jantar Tertúlia Tauromáquica Eborense-Jan.2018

Emblema da Tertúlia Tauromáquica Eborense

Antes do Antes

Janeiro 5, 2018

Torero.

Passam os anos e o aficionado continua a ser nostálgico.

Digo o aficionado em geral que se recorda com saudade do que viu, do que gostaria de ter visto, do que acha que não consegue ver no presente.

A Festa não está bem agora. Parece não ter estado bem antes. Talvez bem antes do antes…

Aqui estão dois apontamentos cheios de nostalgia escritos por dois taurinos – um de Espanha e outro de Portugal – temporalmente com mais de 50 anos entre eles mas reflectindo a mesma angústia:

Antonio Diaz-CañabateEl Ruedo – Janeiro de 1957

“Quién discute hoy de toros? No se puede. Todos los toreros son indiscutibles porque todos son iguales, reolina más, espaldarazo menos. Consecuencia del estado actual de la fiesta es la falta de pasión que la rodea.”

João QueirozNovo Burladero – Abril de 2013

“E por cá? As mesmas touradas, os mesmos nomes, a cegarrega de sempre, sem nada que faça esquecer a crise e leve os aficionados a meter a cabeça na bilheteira, custe o bilhete o preço que custar.”  

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Os mercenários

Janeiro 3, 2018

CTT

Há um conceito mais ou menos liberal de que “nacionalizar é passar para o contribuinte a factura do prejuízo” e muitas vezes esta ideia está carregada de razão como foi o caso das falências dos bancos portugueses após a crise internacional provocada em 2008 depois da derrocada do americano Lehman Brothers que provocou o terror na banca internacional e as falências e nacionalizações em Portugal a começar pelo Banco Português de Negócios e das tristes memórias dos outros que se seguiram.

Mas se “nacionalizar é passar para o contribuinte a factura do prejuízo” o que se deverá dizer quando se privatiza algo do Estado e que dá lucro como foi o caso dos CTT ?

Parece que em Portugal se perdeu o conceito de seriedade do Estado nas últimas décadas e tudo se trata levianamente ao sabor dos interesses de grupos económicos/financeiros e partidários sem se ter em conta as necessidades das populações.

Governos da República mais ou menos recentes resolveram fechar maternidades – a ponto de algumas mulheres terem que ser assistidas nos partos em Espanha – e chegaram à triste à conclusão que é melhor encerrar diversos tribunais, escolas, juntas de freguesias, postos de correio, etc.

O que interessa é diminuir despesas, seja na saúde, nos transportes, nas forças armadas, na educação, na justiça, etc. O povo, o tal povo tão falado pelos políticos quando se deslocam em campanha eleitoral às feiras e mercados mendigando os votos, esse povo fica esquecido logo que os governos se instalam.

Hoje as conversas do dia estão relacionadas com a privatização do serviço postal – resolvida apressadamente pelo anterior governo – que está a funcionar mal, muito pior do que quando era de Estado. Cartas entregues ao domicílio com enormes atrasos, filas e filas de gente nos postos dos Correios para serem atendidas por o mínimo dos funcionários é a consequência da maximização do lucro.

Há serviços e instituições que só fazem sentido se tiverem administração estatal. Não se compreenderia, por exemplo, que as Forças Armadas fossem privatizadas, tal como a Polícia e outras forças da ordem pública.

Se um hospital privado construído com capitais próprios, resolver encerrar por a sua administração considerar que só dá prejuízo ninguém tem nada a ver com isso, mas se for um hospital público essa atitude poderá e deverá ser contestada porque pode causar dificuldades à população.

Por isso se paga impostos. Por isso pagamos muitos impostos, para as organizações de Estado funcionarem. Organizações de interesse público não devem ser entregues aos mercenários quando há lucro e a fechar quando lhe parece que não há dividendos a distribuir.

Os Correios (CTT) não deveria ser uma organização privada que resolve fechar postos onde bem entende, fazendo uma distribuição de correio intermitente e com delegações em juntas de freguesia e mercearias.

As juntas de freguesia não devem funcionar como correios, tal como os CTT não deveriam vender lotarias ou receber depósitos bancários.

Os CTT deveriam voltar a ser de Estado e a desempenhar todas as funções como o faziam antes da privatização; com dignidade. Nem tudo neste país pode ser um serviço de mercenários.

Façam um referendo ao povo para saber se quer ou não a continuação dos CTT privatizados.

Mesmo sem essa consulta popular é fácil saber a resposta, porque esta privatização não é boa para os utentes, não é boa para os trabalhadores e só servirá aos accionistas enquanto houver lucro e para que o tal lucro apareça tudo é permitido desde o encerramento de instalações, atrasos nas entregas da correspondência e despedimentos do pessoal.

Estes e outros governos podem falar nos tais socialismos e nas tais sociais-democracias que quiserem mas o social, o social para as populações, praticam pouco.

Manuel Peralta Godinho e Cunha