Archive for Outubro, 2017

Santarém – Casa do Brasil

Outubro 31, 2017

Casa do Brasil e Igreja da Graça Casa do Brasil em Santarém

Na rua Vila de Belmonte, em Santarém, está a Casa do Brasil, situada num prédio muito antigo, bem recuperado e que foi inaugurada em 22 de Abril de 2000, aquando dos 500 anos do descobrimento das Terras de Santa Cruz.

Em Santarém muitos portugueses e estrangeiros, nomeadamente brasileiros, visitam a Casa do Brasil, um espaço bem cuidado e com exposição de diversos motivos relacionados com o descobrimento daquele país e que é aproveitado também para a realização de diversas exposições de arte e reuniões culturais, dispondo de um belo auditório em anfiteatro, bar, jardim e terraços.

Muito próxima a Igreja da Graça – um dos monumentos góticos mais importantes de Santarém – onde está o túmulo de Pedro Álvares Cabral.

Ao Lado da Casa do Brasil um outro prédio antigo, mal cuidado e com muito mau aspecto, que deveria ter o mínimo de conservação, que retira a beleza e dignidade daquele local, desfeia essa rua em pleno Centro Histórico e que a Câmara Municipal vai permitindo estar assim.

Assim não se promove o turismo que a cidade merece, que merece a Capital do Gótico de Portugal e no Ribatejo.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Rua Vila de Belmonte Casa do Brasil e prédio vizinho

O imposto da solidariedade

Outubro 28, 2017

Cruz vermelha

Ontem, num supermercado de Santarém, houve um peditório para a Cruz Vermelha. Quem quisesse levava um saco que depois devolvia com produtos que serão certamente entregues por aquela instituição a pessoas carenciadas.

É sem dúvida uma atitude altruísta que foi também incrementada noutros supermercados e que envolve uns centos de voluntários, tal como acontece noutros peditórios semelhantes a favor do Banco Alimentar, Liga Portuguesa Contra o Cancro, etc.

O que parece vergonhoso é que o Estado arrecade uns bons milhares de euros cobrando a Taxa do IVA em cada peditório de caridade.

Para os supermercados também são interessantes essas acções de solidariedade porque aumentam as vendas e bem nesses dias.

Ao longo do ano os peditórios são muitos, para instituições perfeitamente credíveis, para outras nem tanto e também para algumas que já foram detectadas como falsas.

Enfim, a caridade tem servido para os que precisam e para os que se aproveitam. Também para o Estado que arrecada muitíssimo nesses impostos. O Estado é o mais certo beneficiado de todos os peditórios.

Turismo religioso em Santarém

Outubro 25, 2017

Praça Sá da Bandeira-Santarém (Ribatejo)

Com destino ao Santuário de Fátima passam em Santarém uns milhares de turistas estrangeiros que orientados pelos guias turísticos percorrem duas ou três ruas da cidade em direcção à Igreja do Santíssimo Milagre e rapidamente regressam aos autocarros.

De Santarém esses turistas não vêem nada, não compram nada e nem sequer têm tempo para frequentar qualquer estabelecimento de restauração, porque localmente não tomam nenhuma refeição.

Quase todos os autocarros de turismo religioso param próximo do Centro Comercial W Shopping e os turistas são encaminhados unicamente para a Igreja do Milagre, nada mais. Porém, passam ao lado da Igreja de Misericórdia e um pouco mais à frente poderiam visitar a Igreja de Marvila e a Igreja da Graça, aí onde está o túmulo do descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral.

Numa acção um pouco mais colaborante entre a Câmara Municipal e as Agências de Turismo e se os autocarros estacionassem na Praça Sá da Bandeira – e só os de turismo religioso – seria certamente possível esses peregrinos terem a possibilidade de visitar a Igreja do Seminário – agora Catedral – e o Museu Diocesano, atravessariam a pé uma boa parte do Centro Histórico, entrar em alguns estabelecimentos comerciais, etc. Enfim, dar a Santarém um movimento turístico que quase não tem.

Mas para isso seria necessário o interesse e a colaboração de alguns organismos municipais, a Igreja e os operadores turísticos.

Os motivos turísticos estão em Santarém. O que Santarém não tem tido é gente capaz dessa realização.

 

Manuel Peralta Godinho e Cunha

 

Museu Diocesano de Santarém

A tal Lei dos cães

Outubro 23, 2017

Cão do Macron - Out.2017

Cão tem sítio para estar. Não no apartamento, não na sala de estar, não no quarto.

Cão pode ter atitudes próprias de isso mesmo, de cão, tal como aconteceu com o cachorro do presidente da França que se “aliviou” junto à lareira no palácio presidencial.

Contudo, não foi o cachorro que se portou mal mas o presidente Emmanuel Macron que o levou para lá.

Tal irá acontecer também em Portugal depois da triste proposta dos amigos dos animais na Assembleia da República, para cães, cadelas, gatos e outros bichos de estimação poderem entrar no interior dos restaurantes, nos cafés e nos estabelecimentos comerciais. Nem mais, nem menos…

Proposta do Partido dos Animais e aprovada em 13 de Outubro de 2017 por todos os Partidos com excepção de três deputadas que votaram contra e o PSD que fez de conta que não estava a ouvir. Portanto, quase todo o Parlamento impondo aos portugueses terem que estar nos restaurantes com cães que podem fazer o mesmo que o do presidente da França fez. Urinar dentro de casa. Urinar e muito…

Os senhores deputados não terão outras coisas em que pensar? Não seria melhor não confundirem os restaurantes com os canis?

 

Recordações das Praxes

Outubro 18, 2017

 

Rasgar da ganga Quando nos finais dos anos 50 entrei para a Escola de Regentes Agrícolas de Santarém as Praxes Académicas funcionavam há muitos anos e começavam anualmente cerca de 8 dias depois do início do ano lectivo – com a leitura em voz alta do “Livro das Praxes” pelo Presidente do Conselho de Veteranos – e terminavam no primeiro dia das férias de ponto para os exames.

O aluno quando entrava para a Escola era “bicho” no primeiro ano; “semi-bicho” do segundo ano; “neutro” no terceiro ano e até ao carnaval; “veterano de terceira” depois do carnaval, “veterano de primeira” no quarto ano e “veteraníssimo” no quinto ano. “Veteraníssimos com pasta” eram só os finalistas.

O “veterano de terceira” só podia ter ao seu serviço um “bicho” de cada vez; o “veterano de primeira” podia ter ao seu serviço “bichos” e “semi-bichos”; o “veteraníssimo” podia ter ao seu serviço “bichos” e “semi-bichos”, podendo também mandar nos “neutros” se fosse finalista e tivesse na mão a pasta forrada a ganga azul e com as fitas verdes e brancas.

O Conselho de Veteranos reunia as vezes necessárias debaixo de um enorme pinheiro manso, com a presença dos veteraníssimos e veteranos de primeira que estavam sentados, como também um representante dos veteranos de segunda e um representante dos veteranos de terceira. Em pé e virados para o Conselho, o Presidente, o Secretário e o Tesoureiro. Qualquer veterano que faltasse ao Conselho de veteranos pagava uma multa destinada à Ceia de Veteranos que se realizava no terceiro período lectivo. A guardar a passagem de qualquer desconhecido e à distância estavam os “sopeiros do Conselho de Veteranos” que eram dois “neutros” escolhidos pelo Presidente no início do ano.

As Praxes tinham também aspectos didácticos, como por exemplo: qualquer aluno mesmo que fosse já veterano não poderia fumar se não tivesse 18 anos ou autorização do encarregado de educação; só seria veterano de primeira ao quarto ano o aluno que não tivesse reprovado no primeiro, segundo ano ou terceiro ano porque se tal acontecesse de “veterano de terceira” passava a “veterano de segunda” (e só poderia ter ao seu serviço os “bichos”) e só no ano seguinte passaria a “veterano de primeira”. Só podiam jogar às cartas (poker, abafa, etc.), os veteraníssimos, veteranos e neutros.

Os veteranos não tratavam os “bichos”, “semi-bichos” e “neutros” por “tu” mas sim por “você”, para marcar a distância.

Os “bichos”, “semi-bichos” e “neutros” tratavam os veteranos ” por “tu”, para marcar a aproximação.

Qualquer “bicho”, “semi-bicho” ou “neutro” poderia recusar uma ordem de qualquer veterano se invocasse que tal era contra a sua dignidade.

Todos os alunos andavam fardados dentro do espaço da Escola, o que evitava qualquer ostentação de marcas ou roupas diferentes. Todos usavam botins e as fardas de trabalho eram de ganga e cada finalista teria a farda rasgada pelos outros quando terminava o último exame, no chamado “rasgar da ganga”.

Praxes que fomentaram grande espírito de corpo na Escola e amizades para toda a vida.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

Jogo de poker em Rio Maior

Outubro 16, 2017

Póquer

O semanário “O Mirante” publicou a notícia de que foram detidos sete pessoas na madrugada de 5 de Outubro de 2017 por estarem a jogar “Poker” em Rio Maior.

Naturalmente que se é considerado crime este tipo de jogo de cartas, suposto ser clandestino naquele local, as autoridades só devem actuar em conformidade.

Porém, as mesmas pessoas poderiam estar a jogar fora dos casinos – locais onde são autorizados este e outros jogos – em qualquer lugar, mesmo em suas casas se utilizarem os “jogos de casino online”. Pode ser poker ou outro “jogo de azar”, se online, tudo bem.

Mais complicado do que os jogadores de poker serão certamente os crimes de fogo posto, tão em moda agora em Portugal e cujos incendiários por ai andam, uns incendiando por conta própria e outros a mando dos do negócio do fogo. Os fogos em Portugal e este ano, já provocaram cerca de 100 mortos, muitos feridos e incontáveis prejuízos materiais.

Tudo é crime, como a corrupção dos políticos que vão extorquindo milhões e milhões de euros das contribuições do povo; os que matam e violam crianças; os donos do negócio da droga, etc, etc.

Isto de jogar poker se é crime, os criminosos terão que passar a jogar ao “burro em pé”, à “bisca” ou outro jogo considerado menos perigoso, porque já não há cadeias suficientes para tanto corrupto, tanto gatuno, tanto violador… e para alguns jogadores de cartas.

Manuel Peralta Godinho e Cunha

A acusação a José Sócrates

Outubro 12, 2017

José Manuel Fernandes

De resto, este foi um bom dia para a nossa democracia. Não por essa democracia ter tido um primeiro-ministro que caiu desgraçadamente nas malhas da Justiça – mas por a Justiça ter feito o seu trabalho, sem se intimidar e sem esmorecer. Que assim possa continuar a acontecer.”

José Manuel Fernandes no excelente artigo sobre o despacho da acusação ao ex-primeiro-ministro José Sócrates “A montanha não pariu um rato”.

Publicado no Observador de 12 de Outubro de 2017

http://observador.pt/opiniao/a-montanha-nao-pariu-um-rato/

Eficácia – Eficiência

Outubro 10, 2017

Livro O Gato do Campo pequeno

(…) No pátio teve um bom desempenho e raro era o nascer do dia que não apresentava já mortas duas ou três ratazanas que tinha caçado durante a noite. A fugir dos cães era um campeão e, nessas circunstâncias, deixava o dono encantado e admirado. Dava até a impressão que o gato se divertia naquelas ocasiões. Qualquer cão que se aproximasse, o Armillita mostrava-se, adiantava-se para ele um ou dois passos, cruzava-se, deixava o cão arrancar, parava a aguentar, recuava um pouco e, já com o cão nos seus terrenos a acometer de bocarra aberta, fazia como que um passe cambiado, pisando para a direita e saindo pelo lado contrário. Citava novamente o bruto e, em redondo, ia correndo até ele se cansar ou se desinteressar. Nessa altura com desplante e como adorno saia-lhe na cara a passo e sem o olhar. Fazia isso com qualquer cão, principalmente com os “Lobos de Alsácia”, com os “Pintbul”, de qualquer tamanho ou idade. Para o efeito gostava mais dos “Pitbull” porque humilhavam mais e permitiam maior temple, O Armillita não tinha medo de cão nenhum. Mas, não há bela sem senão. Apesar de toda esta valentia, não tinha um comportamento com as gatas digno deste nome, de forma a deixar descendência. Não é que as repelisse ou que não gostasse delas. Lá isso não. Até parecia que ficava contente e interessado em gata carente dos seus serviços. Mas não concretizava. Brincava com elas, mordia-lhe as caudas e as orelhas, miau para cá, miau para lá, mas nada. Chegava a brincar com duas ao mesmo tempo, muita brincadeira, muita focinhada, mas daí não passava. Não desenrolava e elas coitadinhas, cansadas daquelas brincadeiras, iam à procura de gato menos habilidoso certamente, menos eficaz naqueles recortes e adornos, mas mais eficiente no momento da verdade. E as gatinhas, aquelas mais experientes, sabem bem a diferença entre um gato eficaz e um eficiente. O eficaz aparece rapidamente, adorna-se, mostra-se. É quase sempre vaidoso. Gabarola, quer mostrar aos outros que conhece muitas gatas. Já o eficiente, que está acima do simplesmente eficaz, não admite a improvisação e só adquire aquele estatuto com educação, experiência e muito treino. O eficaz improvisa, atinge o objectivo sem ter preparado bem o caminho. Chega lá mais por esperteza do que por inteligência. O eficiente, tem outro rigor, outra compostura, outro comportamento. O eficaz é superficial. O eficiente deixa marca. Nas gatas, o Armillita não deixava marca nem rasto. Com elas só fazia sala (…)

Manuel Peralta Godinho e Cunha – (Manuel da Zica)

 

Do livro “O Gato do Campo Pequeno

Autor: Manuel da Zica

Editor: Garrido Editores (Alpiarça) – Novembro de 2002

Um amigo / inimigo

Outubro 7, 2017

Quando entrei para a Escola de Regentes Agrícolas em Santarém, no final dos anos 50, conheci todos os alunos e rapidamente fiz amigos.

Digo bem, conheci todos os alunos porque nesse tempo todos se conheciam. Amigo mais de uns do que de outros, como sempre acontece, tinha no Gilinho – um angolano de Luanda – o meu melhor amigo. Ele contava comigo para o que fosse preciso e dele recebia o mesmo tipo de amizade. Em Santarém fizemos o primeiro e segundo ano e por razões relacionadas com a disciplina no Internato, fomos “convidados” a mudar de Escola.

Assim, para frequentar o terceiro ano pedimos transferência para a Escola de Évora no ano lectivo de 1961/62. No começo de Outubro de 1961 fomos os dois, à boleia de Santarém para Évora e  apresentamos-nos na Escola de Regentes Agrícolas, na Herdade da Mitra. De Santarém não fomos só os dois, mas mais cinco que também tinham recebido o mesmo “convite” e já lá estavam à nossa espera.

Uns meses depois e quando eu e o Rui Guilherme Cardoso de Matos (Gilinho) estávamos na Escola Agrícola de Évora, não no Internato mas numa “república” em Valverde, ele confidenciou-me, pedindo segredo, que iria fugir do país para receber instrução militar na União Soviética porque ia para o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) para lutar pela independência. Fugiu num barco de pescadores do Algarve para Marrocos, não correu bem essa fuga. Preso pela PIDE que depois o deixou regressar à Escola de Évora para continuar o curso. Não demorou muito e voltou a fugir antes de terminar o terceiro ano. Nunca mais nos encontrámos. Integrou um grupo de guerrilheiros do MPLA e em 1966 era o comandante desse grupo, combatendo as Forças Armadas Portuguesas.

Muito depois da Guerra de África ter terminado, em 2004 recebi em Santarém uma inesperada chamada telefónica. Era o Gilinho dizendo que estava em Londres recebendo tratamento hospitalar por estar gravemente doente. Nessa conversa chegamos à conclusão que tínhamos estado em lados diferentes da guerra, ele no MPLA e eu no Exército português (1966/68). Ele no Leste de Angola e eu na Zona de Intervenção Norte.

–Ainda bem que não nos encontrámos, disse ele.

Aposentado das Forças Armadas de Angola dedicou-se à escultura, arte que sempre gostou.

Combinámos que ele viria a Portugal e a Santarém, logo que possível, o que não chegou a acontecer.

Sei que era general na reserva das Forças Armadas de Angola.

Um meu amigo de sempre que esteve defendendo os seus ideais…como meu inimigo.

Num dia de 2005, em Santarém recebi um telefonema de Angola, da viúva. O meu amigo Gilinho tinha falecido em Luanda, vítima da tal doença que não perdoa. Tinha sido sepultado com honras militares no cemitério do Alto das Cruzes. Fiquei triste por não termos tido oportunidade de nos voltarmos a ver, para por a conversa em dia…

Guardo dele a saudade dos momentos passados nas duas Escolas Agrícolas e com imensa pena de não mais nos termos encontrado.

 Manuel Peralta Godinho e Cunha

Rui Cardoso de Matos (Gilinho)

 

Independência de Portugal

Outubro 5, 2017

Primeiro escudo nacionalO dia 5 de Outubro pode ser recordado em Portugal por diversos acontecimentos históricos, mas o mais importante é a comemoração da independência como Estado Soberano.

Em 5 de Outubro de 1143 realizou-se o Tratado de Zamora onde o rei de Castela e Leão – Afonso VII – reconheceu o território do Condado Portucalense como reino independente e Afonso Henriques como rei de Portugal.

Porém, só em 1179 é que o papa Alexandre III confirmou a independência de Portugal através da “Bula Manifestus Probatum.” Este reconhecimento, tão importante para a época, dificilmente poderia ter sido mais cedo porque na Santa Sé não houve unanimidade aquando da eleição do papa Alexandre III e uma minoria de cardeais elegeu o antipapa Vítor IV.

Esse duplo papado dividiu a Europa. A França e a Inglaterra apoiaram o papa Alexandre III, enquanto a Alemanha apoiou o antipapa Vítor IV.

O papa Alexandre III exilou-se algum tempo em França, na protecção do rei Luís VII e só quando regressou a Roma é que confirmou em 1179 Afonso Henriques como Afonso I rei de Portugal.

O cisma que dividiu a Igreja com os dois papas ficou resolvido durante o Terceiro Concílio de Latrão em Março de 1179 quando houve uma restauração da disciplina eclesiástica e se estabeleceu que para se eleger o Papa passasse a ser necessário contar com dois terços dos votos do Colégio Cardinalício.

Afonso I de Portugal passou a prestar vassalagem ao Papa e Portugal reconhecido como reino independente.

Portugal já tinha feito o possível para que esse reconhecimento papal fosse mais rápido, porém em 1144 faleceu o papa Celestino II e o seu sucessor Lúcio II recebeu a embaixada que Afonso Henriques lhe enviou solicitando o reconhecimento da independência, mas faleceu em 1145. Seguiram-se os papas Eugénio III, Anastácio IV e Adriano IV que tiveram diversos problemas relacionados com os senadores romanos, com o fracasso da segunda cruzada, conflitos com os nobres de Roma – nomeadamente com Arnaldo de Brescia que desejava terminar com o poder temporal do papado – graves confrontos com o rei da Sicília, etc. que não foram favoráveis a um rápido reconhecimento de Portugal pela Santa Sé.

Portanto, o reino de Portugal iniciou-se em 5 de Outubro de 1143, não obstante o reconhecimento papal só ter sido em 1179.